Dino, o mascote d'O Muro

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O PREÇO DO AMOR


Desde o instante em que a viu na pista de dança soube que ali estava a mulher da sua vida.
De tal certeza arrancou coragem para se aproximar. Os dois se conheceram. Conversaram, beberam, dançaram juntos.
Ao fim do baile, o motel. Beijos, carícias, gemidos: orgasmo.
Corpo suado, ele se inclina sobre o dela. Confessa: “Sabe... Assim que te vi dançando no salão, todas à sua volta se apagaram. Só você brilhava. Só você...”.
A essas palavras, o silêncio dos olhos a se fitarem.
Por fim, ela responde: “Detesto estragar o clima romântico...” Seu olhar agora evita os dele. “Mas já é tarde, precisamos ir. Você me deve 80 reais.”
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[gORj]

2 comentários:

Angela disse...

o conto é bom, e está no "clima" sexo, morte, das atuais postagens.
Você anda amargo, ou é impressão minha?

Anônimo disse...

Angela,

Estes são minicontos de uma fase passada, meio amarga, sim. Alguns já foram publicados, outros vem agora a público. Estou trabalhando numa nova coletânea de minicontos dividida em 3 partes. Uma delas é sobre amor, sexo e traições. Isto explica estas postagens quase que temáticas.

Grato pelos comentários.
Abraços.
W.G.