Dino, o mascote d'O Muro

terça-feira, 31 de julho de 2007

E mais estas...

Apresentação: Prof. Alexandre, proprietário d' O Lince,
jornal que apoiou a publicação do livro.
Mais autógrafos




O Livro & Outras páginas

Uma obra a serviço de outra









segunda-feira, 30 de julho de 2007

Outros flagrantes

Fazer discurso ou sair correndo?
Obrigaram-me a optar pelo primeiro.

Os olhos vermelhos denunciam
alguma possível viagem psicodélica...

O autor, ante à possibilidade de baixa vendagem,
tenta inutilmente vender o seu macaquinho de estimação ao primo advogado.




Flagrantes do Lançamento

Wellington (fagote) e Tiago (piano): momento "sonata".


Wagner, nosso garoto-propaganda, exibindo o seu exemplar,
enquanto o autor autografa para o escritor-sobrinho José Elias.


PROGRAMAÇÃO SENAC - GUARATINGUETÁ

1ª SEMANA DE ARTE E CULTURA
DE 14 a 17 de Agosto de 2007

Exposições – durante todos os dias do evento:
Livro “SEM CONTOS LONGOS” do autor Wilson Gorj
Exposições de telas “Pintores de Guaratinguetá
Programação

14/08 – Abertura da Exposição “ Pintores de Guaratinguetá”

15/08 - Abertura do evento à noite, participação especial de Jorge Abdalla, declamando poesias

- Peça Teatral “Cenas do Cotidiano” com Nicole ás 19h00
Entrada: 1 kg de alimento não perecível exceto fubá, sal e açúcar) ou material de limpeza ou pacote de sacos de lixo 60 kg preto

- Oficina de Feng Shui
O participante recebe dicas de como harmonizar ambientes utilizando o feng shui
Horário: 19 às 21 horas
Valor: R$ 10,00

16/08
- Apresentação de Tai Chin Chuan
Entrada Gratuita

- Oficina de Expressão Verbal – o corpo como facilitador da desinibição
O participante aprende técnicas de expressão e relaxamento.
Horário: 19 às 21 horas
Valor: R$ 10,00

17/08
- Apresentação de Capoeira do Grupo OSCIP – Capoeira Especial de Guaratinguetá
Entrada Gratuita

- Oficina de Roteiro para TV
O participante aprende conhecimentos básicos sobre como produzir e redigir roteiros para o mercado de produtoras de vídeo e emissoras de TV.
Horário: 19 às 21 horas
Valor: R$ 10,00

- Oficina de Teatro
O participante aprende noções básicas da técnica física e vocal do ator
Horário: 14 às 16 horas
Valor: R$ 10,00

-------------------------
Mellisa Ruzzene Araujo
Biblioteca /Senac Guaratinguetá
(12) 3122-2499 ramal 125
mellisa.raraujo@sp.senac.br

Parla!


Eu discursando...

O Leitor


Recordação do meu tempo

de escultor.

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sábado, 28 de julho de 2007

Noite de lançamento

Autógrafo para o colunista Nuno Marques
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Da direita para esquerda: Fernanda, Cidinha,
Cabral (Comunicação Regional) e eu.
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quinta-feira, 26 de julho de 2007

..


PEQUENAS HISTÓRIAS, GRANDES AUTORES

ANÚNCIO
“Vende-se: sapatos de bebê. Nunca usados.”
Ernest Hemingway

CARNAVAL
Lara, mundana perfumada, disse a D. Olívia, mulher piedosa, que um dia havia de ser como ela. Só estava esperando que lhe acabassem as “festas da carne”...
Aníbal M. Machado

EPITÁFIO
Um hindu lutou muito tempo contra a corrente que carregava seu barco para a catarata. Quando o grande lutador compreendeu que todo esforço era em vão, cruzou os remos e se pôs a cantar...
Ah! Que a minha vida se torne este canto: “Não espero mais. Não creio mais. Sou livre!”
Nikos Kazantzakis

O SISTEMA
que programa o computador que alarma o banqueiro que alerta o embaixador que janta com o general que ordena ao presidente que intima o ministro que ameaça o diretor-geral que humilha o gerente que grita com o chefe que pisa no empregado que despreza o operário que maltrata a mulher que bate no filho que chuta o cachorro.
Eduardo Galeano


A ÁRVORE ETERNA
Ela foi plantada do Éden, há seis mil anos. Era uma boa macieira, de sombra refrescante e fruto ácido, com um interessante diabo, em forma de cobra, enrolado no seu tronco, para enfeitá-lo ainda mais, como uma pulseira num abraço. E tinha um encanto máximo, essa Árvore: o de ser proibida. Por isso mesmo, houve dentadas no seu fruto e beijos na sua sombra; e, no seu tronco, alguém gravou um coração com estas iniciais dentro: “A.E.”...
Guilherme de Almeida

MENTIRAS
“Eu minto. Minto sobre o passado, sobre o presente e o futuro. As mentiras saem de mim de forma tão natural, que se incorporam à minha vida com o peso de experiências. Filmes que não vi, lugares que não visitei, mulheres que não tive, presentes que não ganhei, sofrimentos que não passei. Minto assim, sem nenhum charme. Diria mesmo que, vez por outra, os acontecimentos são mais interessantes que as mentiras que coloco no lugar. Minto pra cacete. Minto inutilmente. Minto de me envergonhar. Agora mesmo eu nem sei se estou falando a verdade...”.
Fernando Bonassi

Mais!

METAMORFOSE
Gazel não era rude, mas costumava dizer coisas violentas e inesperadas durante o seu silencioso idílio com Esperanza. Trabalhara muito naquela tarde e estava nervoso, com desejos de dizer uma grande frase qualquer que surpreendesse e assustasse sua mulher. Sem erguer os olhos do trabalho que estava fazendo, disse-lhe, de súbito: “Vou lhe atravessar com um alfinete como se você fosse uma borboleta!” Esperanza não lhe deu resposta, mas, quando Gazel olhou para trás, viu pela janela aberta fugir uma borboleta, que se perdia na distância, enquanto o quarto submergia na sombra.
Ramon Gómez

O LABIRINTO
Este é o labirinto de Creta. Este é o labirinto de Creta cujo centro foi o Minotauro. Este é o labirinto de Creta cujo centro foi o Minotauro que Dante imaginou como um touro com cabeça de homem e em cuja rede de pedra se perderam tantas gerações. Este é o labirinto de Creta cujo centro foi o Minotauro, que Dante imaginou como um touro com cabeça de homem e em cuja rede de pedra se perderam tantas gerações como Maria Kodama e eu nos perdemos. Este é o labirinto de Creta cujo centro foi o Minotauro, que Dante imaginou como um touro com cabeça de homem e em cuja rede de pedra se perderam tantas gerações como Maria Kodama e eu nos perdemos naquela manhã e continuamos perdidos no tempo, esse outro labirinto.
Jorge Luis Borges

DESISTA!
Era de manhã bem cedo, as ruas limpas e vazias, eu ia para a estação ferroviária. Quando confrontei um relógio de torre com o meu relógio, vi que já era muito mais tarde do que havia acreditado, precisava me apressar bastante; o susto dessa descoberta fez-me ficar inseguro no caminho, eu ainda não conhecia bem aquela cidade, felizmente havia um guarda por perto, corri até ele e perguntei-lhe sem fôlego pelo caminho. Ele sorriu e disse: “De mim você quer saber o caminho?” “Sim”, eu disse, “uma vez que eu mesmo não posso encontrá-lo”. “Desista, desista”, disse ele, e virou-se com um grande ímpeto, como as pessoas que querem estar a sós com o seu riso.
Franz Kafka

DOIS VELHINHOS
Dois pobres inválidos, bem velhinhos, esquecidos numa cela de asilo. Ao lado da janela, retorcendo os aleijões e esticando a cabeça, apenas um podia olhar lá fora. Junto à porta, no fundo da cama, o outro espiava a parede úmida, o crucifixo negro, as moscas no fio de luz. Com inveja, perguntava o que acontecia. Deslumbrado, anunciava o primeiro: — Um cachorro ergue a perninha no poste. Mais tarde: — Uma menina de vestido branco pulando corda. Ou ainda: — Agora é um enterro de luxo. Sem nada ver, o amigo remordia-se no seu canto. O mais velho acabou morrendo, para alegria do segundo, instalado afinal debaixo da janela. Não dormiu, antegozando a manhã. Bem desconfiava que o outro não revelava tudo. Cochilou um instante — era dia. Sentou-se na cama, com dores espichou o pescoço: entre os muros em ruína, ali no beco, um monte de lixo.
Dalton Trevisan

AS LINHAS DA MÃO
De uma carta jogada em cima da mesa sai uma linha que corre pela tábua de pinho e desce por uma perna. Basta olhar bem para descobrir que a linha continua pelo assoalho, sobe pela parede, entra numa lâmina que reproduz um quadro de Boucher, desenha as costas de uma mulher reclinada num divã e afinal foge do quarto pelo teto e desce pelo fio do pára-raios até a rua. Ali é difícil segui-la por causa do trânsito, mas prestando atenção a veremos subir pela roda do ônibus estacionado na esquina e que vai até o porto. Lá ela desce pela meia de náilon da passageira mais loura, entra no território hostil das alfândegas, sobe e rasteja e ziguezagueia até o cais principal, e aí (mas é difícil enxergá-la, só os ratos a seguem para subir a bordo) alcança o navio de turbinas sonoras, corre pelas tábuas do convés de primeira classe, passa com dificuldade a escotilha maior, e numa cabine onde um homem triste bebe conhaque e ouve o apito da partida, sobe pela costura da calça, pelo jaleco, desliza até o cotovelo, e com um derradeiro esforço se insere na palma da mão direita, que nesse instante começa a fechar-se sobre a culatra de um revólver.
Julio Cortázar

terça-feira, 24 de julho de 2007

Marcelo Marsagão

Assista trechos do belo domumentário
Nós que aqui estamos por vós esperamos.

Livros por onde passei

De Eduardo Galeno:
As veias abertas da América Latina
Vagamundo
Dias e noites de amor e guerra
Mémoria de Fogo
O Livro dos Abraços
O Teatro do Bem e do Mal

Confira o vídeo abaixo.

Fagote


Solo no quarto.

Para conhecer o som
deste instrumento
clique no vídeo "Buffet" (lá em abaixo)

domingo, 22 de julho de 2007

Micronarrativas

Curta
Aquele tiro deixou-lhe a vida incompl...


Auto-suficiência
Contigo não consigo. Somente comigo.


Justa Causa
Dormiu no serviço e acordou no olho da rua.


Descaso
A Praça Publica não tinha acento.

sábado, 21 de julho de 2007

Micronarrativas nº 2

Épico etílico
Tomou um porre homérico e acordou com uma enxaqueca dantesca.


Êxtases
O motel ficava ao lado da igreja evangélica. Era comum os gritos de orgasmos coincidirem com os de “aleluia!”.


Apoteose
A volta de Jesus a Terra promete ser um espetáculo nunca visto antes.
...e os cegos enxergarão. Paralíticos e manetas aplaudirão de pé!


Um brinde à vida
Numa noite a Morte veio buscá-lo.
Antes de partirem, ele implorou-lhe um último copo de vinho. Aceita?
Ela aceitou. Os dois embebedaram-se.
A morte partiu sozinha.

sábado, 14 de julho de 2007

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quinta-feira, 12 de julho de 2007

Micronarrativa de Victor Giudice

As Três Marias
Com a morte de Socorro, José respirou satisfeito: enfim, poderia casar-se com Prazeres. Com a morte de Prazeres, José respirou satisfeito: enfim, poderia casar-se com Graça. Com a morte de José, Graça respirou satisfeita: José tinha ficado um velho sem graça, sem prazeres, sem socorro.

(in SALVADOR JANTA NO LAMAS - Editora JOSé OLYMPIO, 1989)


Comunismo,

hoje em dia...

Cadeira vazia?



Na parede do presente

o passado se sustenta.

Jornal Comunicação Regional - edição 16


Clique e amplie.


  1. A indiferença
  2. é um muro transparente.

Para não dizer

que não falei das rosas...

foto by Dayle


Não há sol.
"Voltem amanhã...
Hoje sou poesia."