Dino, o mascote d'O Muro

domingo, 2 de agosto de 2009

NAQUELA MANHÃ

Quase ao fim da aula, vieram buscá-lo. Precisava ser forte, disseram. Não podiam poupá-lo da verdade. O avô acabara de falecer.
Em silêncio o menino recebeu a tão dolorosa notícia.
Superficial silêncio.
Dentro do peito a dor gritava, debatendo-se à procura de espaço. Não tardou para eclodir da garganta e estourar no ouvido dos adultos. Grito que, por coincidência, soou junto com a sineta da escola.
A bem da verdade não era a sineta, mas o despertador do seu quarto.
O menino abriu os olhos, aliviado. Tudo não passara de um sonho ruim.
Mais tarde, esquecido do pesadelo, tomou o café e aprontou-se para a aula.
Como sempre, o avô já o esperava para levá-lo.
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wgorj

3 comentários:

Angela disse...

comovente!
São assim mesmo, fortes e doces, as nossas relações com os netos!

Cynthia Lopes disse...

Wilson, fui lendo linha por linha, sentindo as emoções do menino. Conto muito sensível, adorei. bjs

FRANCISCO MIGUEL DE MOURA disse...

Excelentes os seus dois contos. capricho como sempre.
Copiei Naquela Noite, Posso postar em um dos meus blogs, possivelmente abodegadocamelo Posso?
Parabéns
Abraço cordial
francisco miguel de moura