Dino, o mascote d'O Muro

sábado, 8 de agosto de 2009

FIEL PAIXÃO

Eu adoraria ser sua namorada. Adoraria, mas tenho algumas objeções a seu respeito. Por exemplo, você fuma. Sou dessas pessoas que não suportam cheiro de nicotina.
Por você, eu largaria o cigarro. Juro.
Tão ruim quanto fumar é beber. Tenho horror a bebidas alcoólicas.
Palavra de honra. Com você, não colocarei mais um pingo de álcool na boca.
Do que adianta você largar seus vícios e continuar à toa, sem se preocupar com trabalho?
Quanto a isso, meu bem, não há problema. Amanhã mesmo saio à procura de emprego. Por você, até de lixeiro.
Pelo que sei, você vive afastado da igreja, não tem religião...
Nunca é tarde para mudar. Por você me converto, serei o mais fervoroso dos devotos.
E essa barriga aí? Desculpe a sinceridade, mas não gosto de homens barrigudos.
Posso perdê-la, se quiser. Por você entrarei na academia, empenhado a eliminar do meu corpo qualquer excesso adiposo. Sou capaz de fazer mil abdominais por dia. Tudo por você.
Hum... Estou quase me convencendo. Resta ainda entre nós um último obstáculo.
Diga, meu amor. Não importa qual, irei superá-lo. Por você, tudo. Tudo!
Lá em casa todos são palmeirenses roxos. Não vejo como apresentá-lo a eles como meu namorado. Jamais aceitariam um corintiano na família.
Posso, ao menos, contar com a sua amizade?

[wgorj]

Um comentário:

Angela disse...

Engraçado! Ainda bem que o time salvou-a deste êrro imenso. Ela não imagina o quanto deve ao Coríntians!

Mencionei o texto maior no primeiro conto que li, mas acho que está em seu movimento atual, pode ser?