Dino, o mascote d'O Muro

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A COR DA PUREZA

Tirada a carteira de motorista, sua virgindade agora estava com os dias contados. Pegou o carrão do pai e embicou para uma casa noturna. Ia ao encontro da primeira mulher que ao fim da noite aceitasse a carona e, em troca, o ajudasse a banir do seu currículo a condição de virgem. Assim esperava. No entanto, seu propósito falhara. Sequer chegou ao local almejado. Durante o trajeto, passou por cima de uma via construída sobre um túnel de metrô.
Grande fatalidade o aguardava. A rua desabou.
Terra e asfalto sepultaram-no dentro do carrão branco.


[wgorj] + 2

Um comentário:

Angela disse...

Terrível, mas um conto maravilhoso!