Dino, o mascote d'O Muro

segunda-feira, 14 de maio de 2012

SEMENTE


O poeta sentia-se inspirado. Caminhava veloz. Chegar em casa, escrever, escrever... No meio do caminho, estancou o passo. Desânimo: perdera a inspiração. Em casa, deitou e adormeceu. Não longe dali, em outro quarto, alguém não conseguia dormir. Revirava-se na cama, a cabeça cheia de imagens e analogias. O que fazer com tanta inspiração? Levantou-se. Pegou caneta e papel. Escreveu, escreveu. Madrugada adentro, rabiscando, lapidando, riscando versos. A palavra germinando outro poeta.

[gORj]

2 comentários:

Angela disse...

Assim me parece ser no mundo das palavras, boiam ou voam esperando que alguém as faça existir enquanto texto.
Muito bom!

Felipe Carriço disse...

Disse, minando ideias!