Dino, o mascote d'O Muro

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

É FODA



Aos 13 anos, a preferência de uma garota pode significar tudo. Pois não é que a Kelly estava mesmo indecisa entre ele e o Jorginho? A escolha definitiva seria feita ainda naquela noite, durante o baile da escola.
Perdê-la para aquele babaca, jamais! Por isso, encharcou-se de perfume e caprichou no visual. Para arrematar, ensaiou algumas palavras diante do espelho. Sorriu, confiante. O outro não teria chance.
Já de saída, topou com a mãe na cozinha, apoiando-se na parede. Em seu rosto, uma palidez alarmante.
O que tinha?
Em vez de responder, a mãe virou os olhos e, em seguida, desmaiou.
Por sorte, o pai encontrava-se em casa. Da cozinha ajudou-o a colocá-la no carro e foram voando para o hospital.
Horas depois, a mãe teve alta. Nada grave, conforme assegurara o médico. Apenas uma queda de pressão.
Na volta, ao passarem em frente à escola, ele ainda pôde ver os colegas saindo do baile.
Entre eles, a Kelly, seu primeiro amor. De mãos dadas com o Jorginho.
[wgorj]

9 comentários:

Lidi disse...

É... começamos a perder muito cedo. Parabéns pelos contos, Gorj. Abraço.

Desmanche de Celebridades disse...

Olá,
Somos o Desmanche de Celebridades.
Um blog que apesar de ter nome de site de fofocas,hahahaha,apresenta uma proposta bastante diferente disso. Na verdade a palavra desmanche vem representar a tentativa de desconstrução daquilo que julgamos digno de crítica.
Chegamos até aqui no intuito de divulgarmos o nosso trabalho, pois acreditamos que discutir temas relevantes para nossa sociedade é fundamental.
Temos pesquisado e selecionado blogs muito bons, com pessoas dispostas a discutir e debater problemáticas variadas com a gente.
Prometo voltar em breve para ler e opinar a respeito dos seus textos, como sempre faço nos blogs que sigo.

Abraços.

Angela disse...

Wilson amigo. Gostei muito do conto e nem um pouco do título!
Achei pouco apropriado ao tema e à construção do conto,difícil para o menino, mas nem tanto já que a garota não fez, exatamente uma escolha, não foi?

Anônimo disse...

Angela,

Dei ao título a linguagem de um adolescente. É como se ouvíssemos, depois, o personagem comentando o episódio com os amigos. "Mãe é foda". "A vida é foda". "Mulher é foda". Por aqui os garotos usam muito dessa gíria. Aliás, a história foi inspirada numa conversa de adolescentes que ouvi durante o trajeto do ônibus. De qualquer maneira, agradeço os comentários e fico contente que o texto lhe tenha agradado. Nem sempre agradamos em tudo. Isso de literatura, é foda, Angela. É foda.

Abraços
Gorj

Cynthia Lopes disse...

É foda! mas já é a primeira lição aprendida na vida, rsrs...
afinal, primeiro amor são todos eles, ou eu sou muito romântica?
bjs

Cynthia Lopes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Angela disse...

Tem razão Wilson, às vezes sou meio implicante com a linguagem adolescente. Nunca apreciei gírias! E, no meu tempo :D em vez de é foda, diziam: É fogo!
Um tempo bem antes dos BBB, não tão explícito!
Acho que já te falei sobre minha preocupação com tudo que faz a literatura ficar "datada", ainda mais em tempos tão fugidios...

Priscila Lopes disse...

Ah, e quanto Jorginhos aparecerão pelo caminho! E quanto será ele o Jorginho de alguém um dia!

Desmanche de Celebridades disse...

O amadurecimento começa ai.É bom que seja nessa idade pq a dor é menor.

Abraços.