Dino, o mascote d'O Muro

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

ISQUEIRO


Ao ver um menino a afogar-se no rio, o pescador mergulhou, trazendo-o de volta são e salvo. Só depois se deu conta de que, no salvamento, havia perdido o isqueiro que tanto estimava.
Dez anos mais tarde, o homem fisga do mesmo rio um peixe enorme, dentro do qual, para sua surpresa, encontra – advinha o quê?
O isqueiro?
Nada disso. Das entranhas do peixe, o pescador retirou uma moeda.
Ainda bem que era de 1 real. Fosse menor, não daria para comprar outro isqueiro.

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[wgorj]

3 comentários:

Angela disse...

Podia ser o soldadinho de chumbo!
Creio que vc não fuma, não é? Eu tambem não mais. Mas será que este valor compra um isqueiro?

Angela disse...

Wilson, uma sugestão: se desvincular seus textos de valores datados, de época, poderão ser lidos e compreendidos daqui a trocentos anos!
Fui clara? É apenas uma opinião, que acho válida para os minicontos.

Anônimo disse...

Angela,

Há um ano e pouco, quando então escrevi o miniconto, acho que dava, sim, para comprar um isqueiro, desses pequenos. Hoje já não sei. Quem sabe, numa próxima versão, eu consiga bolar um desfecho menos datado.

Abraços de muitos reais.
W.G.