Dino, o mascote d'O Muro

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

MISERÁVEL

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O indigente batia de porta em porta, pedindo comida.
Em determinada casa, uma senhora o atendeu e trouxe-lhe da cozinha um embrulho.
Ele agradeceu e, tão logo ela fechou a porta, desembrulhou o pacote.
Lá estava um pão. Seco e, o que é pior, duro feito um punho fechado.
Em vez de jogar o pão no lixo, o indigente preferiu dá-lo a um vira-lata que passava pela calçada. O cão também recusou a oferta.
A senhora, que sondava pela fresta da janela, esbravejou consigo mesma: “Miserável ingrato!”. E bufando de raiva, retornou à cozinha, onde a esperavam alguns pães frescos ao lado de potes de geléia, manteiga e mel.

.[wgorj]

5 comentários:

Lidi disse...

Quem, de fato, era miserável? A vida está cheia dessas ironias...

Priscila Lopes disse...

Adoro.
Teu blog está gostoso de ler,
clean.

Cynthia Lopes disse...

Ácido e certeiro!
Muito bom, Wilson.
bjs

Angela disse...

Caro Wilson,
Quase sempre quem não sentiu na pele não sabe avaliar o que vive o outro.
e quem sabe, denuncia. Deste seu modo, por ex.

onedelicatebutterfly disse...

Triste realidade...

Belíssimo teu blog!

Beijinhos de luz!

*-*