Dino, o mascote d'O Muro

sexta-feira, 12 de março de 2010

A CURA


Tinha o dom da cura. Todos os dias, em frente à sua casa, formava-se uma enorme fila com deficientes e enfermos de todas as partes. Na cabeça de cada um, o Santo punha a mão e perguntava: “Acredita na cura?”
Os que tinham fé se curavam.
Tantas curas alcançadas atraíam pessoas de todas as classes e cleros, bem como de todos os males.
Na expectativa de livrar-se do seu mal, um outro santo enfrentou a fila e, tocado pelo colega, teve a chance de responder SIM.
Na saída, o santo visitante encontrou uma mulher encurvada, a gemer de dores nas costas. Pediu-lhe permissão para tocá-la na área dolorida. Ela consentiu e, após ser tocada, não percebeu nenhuma melhora. O ex-santo aconselhou-a a permanecer na fila, pois decerto o outro haveria de curá-la. “Afinal, quem é você?”, ela quis saber. E ele, sorrindo: “Um homem curado, minha senhora. Um homem curado”.
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[GORJ]

2 comentários:

Cynthia Lopes disse...

Maneiríssimo, Wilson!
bjs

Angela disse...

Um homem sábio, senhor Wilson, um homem sábio!