Dino, o mascote d'O Muro

segunda-feira, 1 de março de 2010

CARREIRA


Em conformidade à sua índole artista, comunicou ao pai que largaria a faculdade de direito para investir em outra carreira.
– Viverei de música.
A essa decisão, o pai se opôs energicamente. Discutiram. O filho tão teimoso quanto ele.
Dando-se por vencido, o pai, entre sarcástico e desapontado, limitou-se a avisá-lo: “Comete um grande erro, filho. Viver de música... Ainda mais neste país?! Somente um ingênuo como você. Mas já que não quer me ouvir, é bom ir se preparando. Vai se preparando porque terá mesmo de contentar-se em viver só de música. Vestir e comer música. E vivendo só de música, logo morrerá de fome”.
Contudo, as previsões do pai falharam.
Nem de música. Nem de fome.
Antes de tornar-se músico, o filho conheceu as drogas.
E delas viveu e morreu.

[gorj] ____In: SEM FINAL FELIZ

4 comentários:

Anônimo disse...

fraco!

clichê!

Anônimo disse...

O que se há de fazer?
Às vezes me falta a originalidade dos anônimos.

W.G.

Angela disse...

Seu conto revela a falta de apoio às artes que existe na sociedade que valoriza mais o 'sucesso material' .
A atitude deste pai planta filhos drogados e uma cultura que 'empobrece' a arte.

Jorge Antônio disse...

Legal o seu blog, rapaz. Eu também tenho um blog e coloquei microcontos. Essa onda é muito divertida.

Abraços!!