Dino, o mascote d'O Muro

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

ESTRELA

Sob a noite estrelada, deitados no quintal, estavam pai e filho, ambos a fitarem o céu. “A vovó me contou que a mamãe foi morar lá em cima”, disse o menino. Seus olhos pareciam vasculhar o infinito. “Tantas estrelas”, ele continuou, “em qual delas ela deve estar?”
O pai, cujo olhar perdia-se no espaço, permaneceu calado. Seu único gesto foi buscar a mão do filho e apertá-la com carinho. E este, olhando ao seu lado, pôde ver exatamente onde a mãe se encontrava.
Naquele momento, ela estava ali, brilhando em uma lágrima.

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4 comentários:

Angela disse...

Um lindo poema! comovente, capaz de gerar uma lágrima estelar para cada ser distante!

Anônimo disse...

Bravo! Grande poema numa prosa de tão poucas palavras. Parabéns.
Dôra Limeira

Cynthia Lopes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cynthia Lopes disse...

Wilson eu prefiro o sentimento e a emoção,, que este teu conto tem de sobra. bjs