Dino, o mascote d'O Muro

domingo, 6 de setembro de 2009

LUVA DESCARTÁVEL

Era encarregado de fazer o serviço sujo. Quando caiu nas mãos da Polícia Federal, acreditou que, em nome de sua eficiência e lealdade, o parlamentar a quem servia, em tão crucial circunstância, não o deixaria na mão. Mas esse, para não se comprometer, negou qualquer envolvimento. Rebatendo as acusações, afirmava categoricamente: “Não conheço esse cidadão. Tenho as mãos limpas!”.
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[wgorj]

5 comentários:

guru martins disse...

...curto
e grosso
muito bom...

aquele abraço

Angela disse...

Seus contos estão tomando outro rumo? Seja ou não, continuam ótimos!

Cynthia Lopes disse...

Wilson, sempre preciso em suas observações e audacioso em suas experimentações. Beleza!
bjs

Parreira disse...

Além do gosto por mininarrativas, ainda fazemos parte da mesma antologia, CONTOS DE ALGIBEIRA. Ô, mundim...


Abs.

Priscila Lopes disse...

Hummmmmm... algum tempo eu não vinha aqui conferir teus textos. Me parecem mais sóbrios, e se elevaram.

Querido, um abraço!