Dino, o mascote d'O Muro

quarta-feira, 18 de junho de 2008

REFLEXO TARDIO

Tendo dobrado a esquina, o caixeiro-viajante topou com uma mulher, cuja reação não pode compreender. Ora, ela simplesmente saiu correndo, cheia de espanto.
Verdade que não era bonito. Mas, por mais feio que fosse, sua feiúra não era tanta a ponto de espantar uma mulher como se fosse uma barata.
“Talvez eu esteja com remelas nos olhos”, ponderava Gregor Samsa, enquanto vasculhava a sua maleta à procura de um espelho.

Um comentário:

Angela disse...

E eu que havia esquecido que Gregor Samsa era o inseto de Kafka!
Êta personagem inspirador!