Dino, o mascote d'O Muro

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

COMO LONGA DESPEDIDA

Meu avô, aquele que construía casa, era de Castelo Branco. Fez habitações para toda a gente menos para ele. Não sei se alguma vez lhe passou pela cabeça que viria a ter um neto também construtor, construtor de coisas pequenas, frágeis, leves. Ele usava o granito como material, as suas casas ainda estão de pé; o neto trabalha com poeira, sem nenhuma pretensão de desafiar o tempo.

Eugênio de Andrade,
Do Livro À Sombra da Memória.

Um comentário:

Angela disse...

Dizem que a terceira geração destrói os bens que a primeira deixou. Parece que este autor confirma a regra.