Dino, o mascote d'O Muro

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O ÚLTIMO RELÓGIO



Não aguentava mais a ditadura dos relógios. Mais que na hora de se livrar deles. Sem perder um minuto, retirou-lhes as pilhas e arrebentou suas cordas. Contou os segundos até se acalmar. Quedou-se, por fim, no silêncio da casa, atento apenas às batidas do próprio coração.

gORj

5 comentários:

Angela disse...

Coração, o melhor relógio! Ainda bem que este continuava com a corda toda!

Lívia Inácio disse...

que vontade de fazer isso! rsrs

Cynthia Lopes disse...

ainda bem que o danado
do coração
resistiu!
lindo conto,
bjs

mural do ajosan disse...

Muito bom, Wilson, como todos os que escreve. Concordo com o pessoal, ainda bem que não foi o coração-relógio que parou.

Maíra Souza disse...

Gostei muito!
=)