Dino, o mascote d'O Muro

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

MARIA

Naquelas águas passadas, o curso do tempo fluía lentamente, enquanto, sobre a canoa, remavam três pescadores.
Um deles rompeu o silêncio. Era Pedro.
– Tarde abafada, não acha?
Antes de responder, Felipe tirou o seu remo da água e, colocando-o sobre os joelhos, molhou a mão no rio.
– Um calor desse acaba com a gente – disse, umedecendo a testa.
Na outra ponta da canoa, João permanecia calado: a linha dos olhos lançada para além da margem; o olhar perdido, boiando na superfície das coisas.
– O que há com ele? [leia +]
[w.G.] >>para melhor compreensão do texto: 1 [dados regionais] e 2.[Noite Escura...]
img.: blog.

Um comentário:

Angela disse...

Seus contos são bons tenham o tamanho que tiverem. Só percebo, não sei se corretamente, nos contos mais longos encontra-se mais a melancolia e nos curtos a leveza, a graça e as piadas e trocadilhos. um abraço, amigo.