Dino, o mascote d'O Muro

domingo, 13 de janeiro de 2008

GRATIDÃO

Um caçador descobriu um dia na selva um elefantezinho caído numa armadilha preparada pelos indígenas. Comovido pela graça e pela infelicidade do pequeno paquiderme, o caçador o ajudou a salvar-se. Alguns anos depois, tendo voltado à Europa, o caçador assistia, num circo de Amsterdã, a uma representação de elefantes. Entre os da trupe se encontrava aquele pobrezinho que ele tinha salvo, mas que havia caído numa nova cilada e fora capturado e vendido no mercado de feras de Hamburgo. O elefante, chegando à arena, reconheceu logo o seu salvador e, não escutando mais que a voz da gratidão, dirigiu-se para ele, volteou a tromba sobre a sua cabeça, segurou-o delicadamente, suspendeu-o no ar, e, das bancadas populares de 3,50, transportou-o para as poltronas de 25 francos.

Pitigrilli
Do livro O Colar de Afrodite.

Um comentário:

Angela disse...

Bonitinho e non sense total!
Caçador que se presa não frequenta circos a não ser que tenha se prostituído. E, Elefante sabe "ler cifras?"
prefiro seus contos,caro Wilson!