Dino, o mascote d'O Muro

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

EUNUCOMONINGUÉM

Quarenta mulheres. Algumas sensualmente vestidas, outras completamente nuas. Descontraídas, conversavam, banhavam-se, maquiavam-se, perfumavam-se, enquanto ele, único homem presente, observava-as com melancolia.
Naquele harém, sentia-se como lobo em meio a um rebanho de ovelhas.
Um lobo banguela, na verdade. Ele também não podia comê-las.


[w.G.]+Simplicíssimo
img.: by Giulio Rosati

5 comentários:

Márcio Ezequiel disse...

Hehehe, blza Gorj! Está ótimo esse, mas o título entrega o final!

wilson gorj disse...

Ezequiel,

Já não é o primeiro que me alerta a este detalhe. Mudarei o título.
E o final deixarei assim:

Ele, o eunuco, também não podia comê-las.

Grato pela visita. Abraço.
W.G.

Angela disse...

Wilson,
eu gosto muito do título e vejo nele todo o jogo de palavras do qual és um mestre.
Não aprecio este verbo "comer", acho vulgar, e embora bastante usado no pensamento masculino, é bastante inadequado já que, de fato, o que é "comido" é o órgão masculino.
Outra coisa interessante é perceber a visão do harém sob o ponto de vista masculino. Tenho dúvidas se as mulheres de um harém não só podiam obter prazeres entre si, assim como com o próprio eunuco, que não podia fertilizá-las mas... podia taqnts outras coisas!

Angela Nadjaberg Ceschim Oiticica disse...

O conto é bem escrito, quanto a parte de "comer", estou de acordo com a Angela em seu comentário, é uma tola inversão.

José Rosa (ZeRo S/A) disse...

Melancolia profunda...