Dino, o mascote d'O Muro

sábado, 7 de julho de 2012

POETA AO ACASO



Invejava os poetas. Nunca conseguiu escrever um único poema que fosse. Apenas microcontos. Escrevia vários. Juntos formaram um livro. Na noite de lançamento, enquanto aguardava os convidados, folheou ao acaso um dos muitos exemplares. Deteve-se no sumário, interessado pelo arranjo dos títulos. Pôs-se a lê-los com entusiasmo. Ao fim da leitura, sentiu-se emocionado. Acabara de ler seu melhor texto. Um belíssimo poema.

[gORj]

3 comentários:

Angela disse...

Engraçado, já li e reli. Tem algo que não gosto. Achei forçado.

rafael fermiano disse...

Acho bom ler algo que escrevi e dizer "porra, não é que tá bom!?", seja desabafos, contos, poemas ou microcontos. Quando eu descubro algum novo sentido para o que escrevi, além do já planejado na produção, sorrio como bobo.
Apesar que acho que sempre "sorrio bobo"..hehe

Ana Virgínia disse...

Gostei de teu blog e teus escritos.

Abraço.

Ana Virgínia

http://filhadejose.blogspot.com.br/search/label/Microcontos